Lethe não existe em nenhum mapa.
Ela não pertence ao mundo fÃsico, mas à quilo que resta dele dentro da mente.
Os que despertam aqui jamais lembram o momento em que cruzaram a fronteira: Apenas a picada da droga negra e o som de algo desabando dentro da própria consciência.A cidade parece real, mas tudo nela soa… errado.
Os prédios são modernos, reluzentes mesmo após décadas de abandono, como se tivessem sido projetados para parecer vivos, mas não estivessem realmente funcionando.Lá sempre é noite. A energia não corre mais pelas estruturas, apenas as luzes das ruas ainda resistem, pulsando num vermelho constante que banha o asfalto molhado.



O ar é pesado e parado, o som distante e metálico.
A cada esquina, há câmeras girando lentamente, como olhos mecânicos ainda programados para vigiar.
E nas ruas vazias, movendo-se entre o néon e o silêncio, estão os Guardas dos SÃmbolos, figuras humanas demais para serem máquinas, mas frias demais para serem humanas.
Suas máscaras trazem marcas simples: +, –, × e ÷.
Eles não falam. Não explicam. Apenas observam e agem quando o equilÃbrio da cidade é ameaçado.Ninguém sabe o que é Lethe.
Uns acreditam ser um teste. Outros, um purgatório.
Mas todos sentem a mesma coisa ao abrir os olhos aqui: a sensação de que há algo profundamente errado e que, em algum lugar fora dali, alguém está assistindo.


@PROJECT52RPG